Conversando com meus irmãos, com quem passei muitas férias, percebi que quase todas as minhas composições foram feitas nesses períodos. Não sei, talvez o relaxamento da rotina, mais tempo comigo mesma e meus sentimentos ou o simples contato maior com a natureza. Fato é que lembro de algumas vezes ter ideias musicais e não estar com nenhum instrumento à mão, simplesmente porque resolvi só tocar trambolho nessa vida (piano e agora harpa). Argh!
Então resolvi me dar de Natal o guitalele. Ele é pequeno, prático e relativamente fácil de tocar. Não se preocupando muito com teoria e apenas com o som, é fácil mesmo. O bicho pega se você quiser saber mesmo o que está tocando. Aí precisa de um bocadinho de conhecimento teórico. Depois explico porquê.
O caso é que comprei-o-o e todo mundo acha que é um cavaquinho e que já já vou soltar um samba. Huhahiha! Só sei tocar samba de gringo! (Toda dura.)
Só tive tempo de procurar um case pra ele aqui em Maceió (#ferias) e achei essa coisa linda e super bem costurada da Solid Sound. Caramba, nunca tive um case tão bom! Recomendo.
Achei a loja de instrumentos musicais apenas pesquisando na internet. Fui na primeira que achei e gostei do atendimento ao telefone. Chegando lá, o assombro! A loja era enorme, linda e tinha simplesmente tudo de cordas! Dei uma chorada, claro, "tá faltando harpa". Huhahiha! #osvendedorpira Wood Music. Maridão se empolgou de ver tanto instrumento lindo junto e acabou comprando esse cajón de colo, que eu nunca tinha visto, pra me acompanhar. @nayanne vai ficar louca!
Então estamos aqui prontos pra rolar o som. Iuhuuiiu, bora Maceió! :)
Papo de músico: gente...foi muuiito difícil afinar esse troço. Como assim? Argh. Ele tem afinação em A, semelhante ao capotraste na 5a casa do violão. Dois tons e meio acima em cada corda. Eu usava o aplicativo de afinador da DaTurner, que sempre gostei, mas ele passou a me pedir para pagar, então fui procurar outro gratuito. Gente, que trabalho pra achar um que prestasse!
Testei o do Cifra Club e o da Boss. Nossa, achei terríveis, imprecisos, com péssima sensibilidade de captação. Cruzes. O guitalele ficou foi diminuto! Huhahiha! Por fim, baixei o Pano Turner. Puxa, adorei! Ele é bom e muito simples, além de preciso.
Mas tive ainda outras duas dificuldades. A primeira foi entender qual era a afinação. Todos diziam que era A/E/C/G/D/A, mas estavam faltando de cima pra baixo, da 6a pra 1a corda, onde já se viu contar de 6 até 1? Você conta de 1 até 6, ora. Ainda o instrumento de baixo pra cima; do agudo para o grave, não é não? Bom, aprendi assim e me bati muito até achar um vídeo que explicasse direito, não só a afinação como o raciocínio pra tocar.
O guitalele e um instrumento transpositor, você tem que pensar na quinta abaixo (ou quarta acima) do que você quer realmente. Então se você quer tocar um C, você coloca a posição de F. Me facilita pensar em transposição, mas será que posso dizer que ele é um instrumento transpositor? Digam o que acham, contem suas experiências com afinadores para celular e seus diversos instrumentos, aqui ou no insta. Espero as dicas! ;)
terça-feira, 25 de dezembro de 2018
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Alimentos processados
Baixei um aplicativo que estou gostando muito - Tecnonutri - para me auxiliar na reeducação alimentar, manutenção de uma dieta bacana, etc. Estou na versão paga, onde posso optar pela dieta que quero e escolhi a low carb. É uma dieta em que você tenta ao máximo evitar alimentos processados e insdustrializados, apostando nas coisas da natureza. Exatamente isso que tento fazer no dia a dia, não só com a comida, mas com toda a minha vida. Tentando viver mais lentamente, curtir meu filho, ler livros que realmente me interessam e me expor ao sol. Não sei se vou ter paciência de ficar postando foto de comida (odeio isso) e escrevendo tudo que como por muito tempo mas...sou a favor de usar as tecnologias ao nosso favor. :P
Está sendo legal, observo melhor o que como e, consequentemente, toda a minha família. Estou gostando. Já emagreci um quilo. Mas estou nessa: preciso emagrecer, pela minha saúde, mas...se emagrecer é bom, se não, tudo bem. Hiahiahia, não ligo muito.
E aí tomo esse susto, de que o Polenguinho e as barrinhas de cereais que estavam ambos presentes em todas as dietas que fiz até hoje (todas orientadas por nutricionistas, tá, não sou de dietas de revista, socorro), simplesmente é um dos queijos mais processados que existem! Uau. Morria e não sabia. Parece que só eu não sabia mas tomei um choque, fato. Então, crianças, evitem. Vou estar aqui dando algumas diquinhas do que eu mesma aprender de novidade interessante. Coisa pouca, que não sou muito de postar sobre comida, mas para a saúde e bem estar da população em geral...digam ao povo que eu posto.
Beijo grande,
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
Coletivo Afrobeat Kokoroko
Aí eu me bato com essa banda em que os instrumentos principais são 3 sopros. E quem toca esse naipe são 3 mulheres. E elas são negras. Caralho! Só por tudo isso, já pararia pra ouvir. Mas aí...a galera tinha o flow. Pomba...aí me pegou. Me sequestrou e eu não paro de ouvir o Coletivo Afrobeat Kokoroko (Koroko Afrobeat Collective, na língua deles). Um grupo de 7 ou 8 ou mais ("mais amigos sérios", como elas dizem) jovens musicistas e músicos negros da cena jazzista londrina, entre descendentes nigerianos e "puros ingleses", como sinalizou o percussionista. HIhaihaiha, o que importa? Todos de descendência africana de um jeito ou de outro e "muito reverentes aos seus mestres", entre os quais destacam, indubitavelmente, Fela Kuti, "além de todos os sons que vem da África Ocidental". Ainda tem isso: a band leader é a trompetista Sheila Maurice-Grey. E pronto. Estou apaixonada! <3
Fundado em 2016, o coletivo prima por música feita ao vivo. Por ora, eles só tem uma única faixa gravada num disco coletivo, Abusey Junction. Ouvindo a faixa você pode entender o que é o som da galera. Mas também tem som ao vivo disponível no youtube, uma sessão linda gravada pelo projeto Sofar London e algumas entrevistas legais.
Solta o som!
terça-feira, 10 de abril de 2018
Reggae na harpa
Estou feliz, retomando os trabalhos depois da licença maternidade.
Recomeço as aulas de harpa essa semana. Lentamente estou voltando aos estudos de técnica, repertório e performance.
Comecei a construir um repertório popular de harpa para um show. Até então só tenho tocado em casamentos, mas estou com esse desejo, de fazer um show tocando e cantando.
A primeira música que decidi colocar foi um reggae.
Mas como é que se toca reggae na harpa?
Bem...precisamos criar isso. Não tem fórmula pronta.
Então perguntei a um amigo super especialista em reggae. Ele me mandou alguns links nos quais ele se baseia pra estudar e gostei desse aqui por achar simples e interessante.
Baseado nele, criei um swing do baixo com um "mute" nos acordes, na mão direita. Também alguns momentos de explosão de notas chaves da tonalidade e voilá! Está um reggae ainda meio duro, mas estou conseguindo ter um gingado.
O que eu fiz também, por se tratar de uma harpa celta, foi omitir a terça do acorde da dominante. Pressupõe-se que ela seja maior, pois logo depois vem a tônica. No seu cérebro, ouvinte, você escuta o acorde maior mesmo que eu não toque a terça, então achei que seria uma omissão sem tanto prejuízo. Se eu não fizesse isso, seria um tal de sobe e desce de alavanca no meio da música...ia ficar chato em termos de performance.
Sempre me lembro de uma dançarina que me deu essa grande dica: quando for preparar uma performance, pense de fora, do lugar do público, como você deseja que ela seja vista, assistida. E pensei e estudei isso também. Não dá pra tocar reggae como se fosse a Ave Maria de Gounod. Precisa de embalo, alegria, flow, pegada. Estudei como seria isso sentada e vou tentar fazer também em pé. Ainda tentando conseguir as cordas certas pra isso. Depois tiro foto das que derem certo.
Fiquem aí com o clip do reggae que estou tentando tocar. ;)
Beijo nas meninas!
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