segunda-feira, 8 de outubro de 2012
A força dos ouvidos
O semestre vai acabando e minha paixão ainda forte. Não sei se já falei que estou apaixonada por composição. Claro que eu sempre gostei de compor, todo mundo sabe disso. Mas nunca estudei o assunto. Nunca me propus a compor coisas diferentes, como música instrumental, música erudita ou para instrumentos que eu nem toco. E fui experimentando tudo isso e...está sendo uma delícia!
Aí a coisa começa a ficar confusa porque, estudando canto, o que eu mais tenho gostado de fazer é estudar instrumento e compor. Conversando com o mestre Tuzé (de Abreu), meio desesperada porque eu "tinha" que escolher alguma coisa, ele me disse: "Ora, mas a gente não controla o que gosta." Passei meses pensando nessa frase. E ele tem toda razão.
Então paciência. Sigo com minha paixão e outros amores pela vida musical afora. A questão é que, apesar de eu ser cantora, eu me sinto mesmo é musicista. O que significa que a MÚSICA me interessa, toda ela, e eu quero compreendê-la e amá-la por inteiro.
Então estou tendo que fazer duas composições para o fim do semestre e, quando mostrei a instrumental ao professor, ele disse: "Está parecendo uma trilha sonora." Não sei se foi elogio ou crítica, mas eu gostei de ouvir isso. E também fiquei impressionada com a força dos ouvidos sobre o fazer musical. De fato, eu tenho ouvido muita trilha sonora, como já disse a vocês, muita música instrumental e isso, mesmo sem querer, se refletiu na minha composição. Que coisa, não?
Bem, estou em fim de semestre e vocês devem imaginar como estou enlouquecida. O trabalho musical está voltando devagar, como a minha voz. Ainda estou rouca e, é estranho, mas não estou nem ligando. Cantando rouca, sem agudos e ainda assim, muito feliz!
Beijos.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário