Fui ver a defesa de doutorado de Cristiano Figueiró ontem. Ele apresentou um sistema computacional criado por ele mesmo para fazer "música interativa" que é, nas minhas palavras, aquela música que faz interação entre instrumentos e software, ao vivo. Ele foi apresentando como construiu esse software e que interações musicais ele pode fazer. Incrível ver o negócio sendo montado ali, na hora. Muita gente faz isso hoje, mas pouquíssima gente faz isso BEM. Cristiano foi uma das melhores exceções que eu já vi. ;)
Fico impressionada como essa conexão música-tecnologia hoje é fundamental. Ao ponto de nem conseguirmos pensar numa coisa sem a outra. Pra falar da mais básica tecnologia, uma professora nossa estava nos contando como foi sua graduação em Composição, e confessou que, se ela gastava 3 dias para compor algo, eram mais de 10 apenas escrevendo a peça. "Imagine escrever pra uma orquestra inteira. Errar uma nota no último sistema e ter que reescrever a página inteira." Meu Deus, como é que pode? Hoje é tão fácil, escreve e deleta no Finale e acabou.
E os programas de gravação? Um músico que conheci também me apresentou esse software - Ableton Live - um software comum, mas que foi pensado originalmente para fazer essas performances interativas ao vivo. Ele guarda arranjos das coisas que você fez, um negócio impressionante.
Hoje mesmo no ensaio, conversamos sobre pequenas inserções tecnológicas, pedaleiras, placas de som e samplers de computador. Estou adorando entender um pouco mais disso e acho que vou arriscar brincar disso mais vezes. Vamos ver se aprendo a mexer nessas loucuras. Aventura muito gostosa!
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