- Todos que estão aqui [no curso] estão num nível ótimo para começar.
Eu entendi o que ele quis dizer. A música é um mundo enorme. O palco, o mercado de trabalho, a seara musical diária é outra amplidão. Estamos prontos sim. Prontos pra COMEÇAR a viver tudo isso. Eu fiquei feliz dele conseguir ver essa semente em nós, alunos.
Foi o que eu senti ontem no show de Felipe Grimaldi - Babuca: orgulho. Fiquei orgulhosa de ser colega dessa figura. De ter uma aproximação de colega, de pessoa, de ser humano, de coração. Fiquei orgulhosa de entender, ali, assistindo os belos baixos do violão do menino, o que o professor quis dizer. Sim, estamos prontos pra começar. Uau, e que belo começo estamos tendo! Que começo sensível, delicado e musical! Viva!
Saravá, Mestre Aderba foi o nome do show-homenagem que Babuca prestou ao professor Aderbal Duarte, grande violonista baiano, segundo ele mesmo, seguidor da tradição de Baden, e que vem também, por sua vez, fazendo escola. Um violão que cria uma técnica brasileira de tocar, melodioso, percussivo e de harmonia rica. Babuca tocou composições dele e também de Aderbal, além de arranjos do Mestre, com pitadas de introduções e finalizações que ele mesmo, Babuca, criou. Foi lindo, gente! Destaco os arranjos para Triste e Samba Triste, respectivamente de Tom e Baden, e para a composição de Aderbal Flutuando, tão mil vezes tocada pelas jams sessions de Salvador que eu nem sabia que era dele.
Preciso falar das participações especiais, que abrilhantaram muito a noite. Foram muitas, mas eu destacaria o baixo elétrico de Pedro Dias, a flauta de Tito Fukunaga e o sax alto de Joander. Vixe, solos de arrepiar!
Espero que vocês tenham a sorte que Babuca repita esse show ano que vem. Como ele mesmo disse, projeto independente é dose de levar em frente (infeliz rima!).
Hum, estou é muita da chique. Consegui foi uma acessora de imprensa nesse show. Ui! ;)
Beijos!
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